• Prof. Dra. Fátima Sobral Fernandes

VOCÊ GOSTARIA DE CONHECER QUE VISÃO DE MUNDO ORIENTA SUAS ESCOLHAS?


Olá Amigos!

Espero que este espaço seja um espaço de diálogo com cada um de vocês, leitores amigos, e conto com seus comentários sobre cada um dos textos que pretendo ir compartilhando daqui para adiante.

Fica o convite permanente para que cada um deixe suas impressões.

Inauguro este espaço de compartilhamento de ideias por meio de artigos, apresentando o paradigma que predominantemente orienta minhas escolhas conceituais e pragmáticas para me fazer melhor compreender como Master Coach.

Espero que essa leitura também o ajude a reconhecer qual a sua visão de mundo. Por que isso seria importante? Porque acredito que quanto mais consciência tenhamos sobre nós mesmos e sobre o mundo que nos cerca, melhor podemos nos inserir nele.

Quando retornei à UFRJ para fazer o doutorado na COPPE sobre avaliação de qualidade de serviços, em 1992, ouvia muito sobre mudança de paradigma organizacional e não compreendia muito bem do que se tratava.

Decidi, então, buscar informações por meio de leituras e cursos para me situar na, tão referida, mudança de paradigma.

Transcorridos 25 anos, considero cada vez mais importante compreender sob que paradigma ou visão de mundo estou olhando para as pessoas, os fatos e os dados, tanto nas relações pessoais, quanto nas relações profissionais, bem como de que lugar estão olhando meus interlocutores. Essa compreensão mútua pode evitar que haja desentendimentos por erros de leitura e de avaliação decorrentes de percepções construídas a partir de diferentes paradigmas.

E comunicação bem feita é tudo para que se possa negociar e chegar a bom termo nos projetos conjuntos que empreendemos, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, certo?

Então aí vai uma breve descrição de minha visão de mundo ou do paradigma sob o qual percebo a realidade com que me deparo, elaborada a partir de leituras e reflexões, entre elas o livro de Burrell & Morgan (1979), Sociological Paradigms and Organizational Analysis: Elements of the Sociology of Corporate Life (Burrell and Morgan, 1979), o melhor texto que já li sobre o assunto.

Esses autores levantaram questões - chave que me permitiram refletir e identificar com mais clareza o que orienta o meu pensar.

É a realidade dada ou um produto da mente? No meu ponto de vista, a realidade é uma construção social, a partir de nossas percepções, o que depende de nossa estrutura psíquica e de nossos valores, critérios de decisão sobre a vida, e crenças.

Somente é possível compreender alguma coisa ao experimentá-la? Tudo vai depender de como definimos experimentação. Se considerarmos a observação das experiências alheias como experiência pessoal indireta, em minha opinião sim. Essa observação não deixa de ser uma experiência de vida. Ser capaz de observar e transpor a observação de outros para situações semelhantes em sua própria vida é uma capacidade interessante a ser desenvolvida, a meu pensar e sentir.

Os seres humanos têm "livre arbítrio" ou são determinados pelo seu ambiente? Bem, para esta pergunta, tenho uma resposta híbrida. Por um lado, creio que somos frutos do ambiente em que vivemos, pois somos seres sócio- culturais, estruturados a partir do encontro de nosso corpo biológico com a linguagem, pela intermediação de um cuidador privilegiado; por outro lado, como somos singulares em nossa subjetividade, esta unicidade é fruto de nosso livre arbítrio sobre como nos deixamos banhar e esculpir pela cultura, como construímos nossa autoimagem e como lidamos com o real que nos cerca a partir de nossas experiências primordiais. Você já refletiu sobre isto? Como tem sido sua história de vida e como você aprende com ela?

O entendimento da vida é melhor alcançado através do método científico (teorias) ou através da experiência direta (prática)? Discussão antiga entre teoria e prática, a meu juízo, desnecessária. A vida pode ser mais bem compreendida quando associamos, a cada experiência, uma compreensão teórico - reflexiva que faça sentido para cada um em função de suas experiências práticas, uma vez que toda prática humana está baseada em alguma teoria subjacente, ainda que o ser vivente não tenha consciência disso. Desse modo, minha escolha é por compreender o mundo, orientada pela minha práxis. E você, sabe em que teorias está se baseando para ser o praticante de vida que é? Gostaria de refletir sobre isso para se tornar uma pessoa mais consciente de suas competências (saber) e habilidades (saber fazer)?

Posso afirmar que percebo o mundo em permanente mudança, como afirmava Heráclito, fruto da transformação de cada um, considerando toda a subjetividade singular aí envolvida. Esta é uma das grandes belezas da vida: aprender a lidar com a doce dor de existir diante de tanta complexidade e de desafios diversos em função das diferenças.

Apesar de toda essa singularidade, ao analisar os diversos grupos sociais, é possível observar padrões estruturais diferentes entre eles, sobretudo quando se analisam questões mais objetivas da vida.

Não me considero funcionalista, ainda que este seja o principal paradigma que orienta os estudos organizacionais e a leitura do mundo, porque este paradigma assume a ação humana como estritamente racional e acredita que se pode entender o comportamento organizacional por meio apenas de estatísticas, com o que não concordo pela minha observação direta da vida. Oriento minha práxis como fruto da integração de meu pensar e sentir e assim conduzo meu trabalho.

Não me considero puramente interpretativista, pois os adotantes deste paradigma "procuram explicar a ‘estabilidade do comportamento’ do ponto de vista do sujeito" e eu não considero este comportamento algo “imutável e estável” permanentemente. Equilíbrio é diferente de estabilidade. Os adotantes deste paradigma tentam observar "processos em andamento" para entender melhor o comportamento individual e a "natureza do mundo". Minha diferença de percepção em relação aos praticantes deste paradigma se referencia à crença sobre a possibilidade de cada um ser agente de mudança, a mudança que quer ver no mundo como afirmava Ghandi.

Assim, me considero uma Master Coach humanista que se ocupa, principalmente, em apoiar pessoas e organizações a liberar restrições específicas, individuais ou coletivas, que limitam o desenvolvimento do potencial humano e organizacional.

Sinto-me habilitada para identificar conflitos estruturais individuais ou de grupo para apoiar à implementação de ações que gerem mudanças e resultados além dos esperados.

Bem, apresentar uma auto descrição de nossa visão de mundo de modo sintético não é tarefa fácil, mas espero ter sido clara, precisa e concisa. O que achou? Gostaria de conhecer um pouco mais sobre minha visão de mundo, deixe suas perguntas nos comentários que terei todo prazer em respondê-lo e visite nosso site www. transcenderte.com


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