• Prof. Dra. Fátima Sobral Fernandes

VALORES: raízes que dão sustentação às nossas escolhas e que dão cores às nossas ações?


Continuando o tema do artigo anterior, creio que um outro modo de apresentar valores, que podem a cada dia mais serem cultivados para tornar nossa vida cotidiana pessoal e profissional cada vez mais vivaz e interessante, é a seguinte:

Em primeiro lugar, compreender a importância destes valores. Valores são as raízes terrestres de nossas decisões, em geral ocultas, diferentemente das raizes áereas que ilustram o artigo ou das aquáticas, que, em geral, também podem ser observadas e nos guiam sobre o que fazer e o que não fazer na vida.

Em segundo lugar, refletir sobre eles, o quanto eles habitam nosso discurso e o quanto os praticamos de fato é fundamental para viver coerentemente. Por isso, convido você a refletir sobre os valores que adoto e a sugerir outros que te pareçam mais próprios para darmos conta da doce dor de existir nesta contemporaneidade complexa, nem sempre tão doce assim.

RESPEITO E CONFIANÇA: Ser confiável e inspirar confiança é a base fundamental em processos de interação entre pessoas. E não existe confiança em uma relação sem respeito. Respeitar para ser respeitado é fundamental. Valorizar o ser humano acima de tudo e apostar em seu melhor, qualquer que seja sua raça, credo, gênero ou qualquer outra característica. Acolher o outro em sua condição existencial para apoiá-lo a promover a mudança que desejar em um processo permanente de negociação em que se otimize o ganho de cada um o máximo possível é um desafio. É preciso saber renunciar, ceder, perder e continuar vivendo bem em prol de uma vida civilizatória compensadora, afinal, toda escolha pressupõe algum nível de renúncia e a vida em civilização não seria diferente, como bem nos explica Freud em seu texto "O Mal Estar na Civilização". Assim, estes são valores mestre que permeiam todos os outros.

RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA: O que há de mais permanente na vida é a mudança. Todo processo de mudança implica riscos. E apesar do desejo de mudança partir de cada pessoa, é dever de cada um assumir em conjunto a responsabilidade da co-criação de trajetória rumo ao desenvolvimento do ambiente coletivo do qual se faz parte, quer seja a família, o círculo de amigos, a equipe esportiva, a equipe de trabalho, a cidade onde vivemos, o estado, o País e compartilhar os benefícios do sucesso alcançado. Sim, porque dividir prejuízo tem sido comum, mas a transformação de que se precisa é aprender a compartilhar ganhos do modo mais justo possível...

EXCELÊNCIA CRIATIVA: Ser criativo no processo de mudança, isto é, no ato de viver, já que desde Heráclito se sabe que não há nada mais permanente que a mudança, significa escolher a solução mais adequada ao menor custo possível, acreditando que é possível sempre melhorar dentro das limitações de prazo e recursos disponíveis, desde que se queira.

HUMILDADE PARA CRESCER: Para promover um mundo melhor, deve-se ser a mudança que se quer ver no mundo, como afirmava Gandhi, e como já mencionado em meu artigo anterior sobre visão de mundo. Assim, é desejável que se esteja permanentemente aberto a novas experiências e a intercâmbios que permitam que cada um aprenda a transcender desafios que a vida traz de presente e a fazer melhor a cada vez.

ALEGRIA AFETUOSA E INSPIRADORA: Já dizia o poeta Vinicius: “É melhor ser alegre que ser triste/ Alegria é a melhor coisa que existe”. E é assim, com alegria afetuosa, que vivo e acredito ser possível superar os momentos mais desafiantes da vida. Alegria amorosa universal e o mais incondicional possível, diante de cada situação que se apresente. Afinal, pode-se perder tudo da vida, menos a lição que ela nos traz a cada dia, certo? É o que proponho aos que comigo convivem. É o convite que faço a você querido leitor.

Faz sentido para você?


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